eleitor-indeciso-elições 2014 blog elisabeth saO Piauí segue no ritmo nacional da campanha. Explico: o blog vem chamando atenção para dois aspectos importantes desta eleição: a grande quantidade de eleitores de indecisos e os adesistas de plantão.  A semana começa com a corrida em busca dos votos dos indecisos que, se no Brasil somam cerca de 20%, no Piauí é em número ainda maior com uma média de 30% segundo a maioria das pesquisas já divulgadas. Para quem não sabe, essa conta chega a quase meio milhão de eleitores sem saber em quem votar.

Nesta mesma rota estão os eleitores infiéis. Traduzindo: aqueles que tendem a mudar seu voto já declarado na última semana da disputa. Estes, em grande parte, são também levados pelas adesões da hora, ou seja, conforme mudam os interesses das lideranças políticas que antes já tinham declarado seu apoio a um ou outro candidato. Neste quesito, a disputa no Piauí ainda está recheada de incertezas, embora os candidatos não revelem nomes e nem admitam as traições.

O tom da disputa nas últimas semanas comprova também que nem mesmo quem está em primeiro lugar nas pesquisas se sente seguro. Quem conhece os bastidores, sabe que numa eleição com um percentual tão alto de indecisos tudo pode acontecer e os próximos dias serão decisivos e podem mudar um quadro que vem desenhado há mais de um ano, neste caso falamos aqui principalmente em relação a disputa majoritária, Governo e Senado.  E no caso da eleição para o Governo do Estado, quando se fala em definição na última semana é que, com essa grande quantidade de indecisos, a fatura pode sim ser liquidada no primeiro turno ou facilmente ir para o segundo turno.

Sul do Estado

Depois de concentrar esforço em agendas de campanha na região norte do Estado, o governador Zé Filho (PMDB) seguiu para o sul do Piauí neste final de semana para São João do Piauí, Simplício Mendes, Campo Alegre do Fidalgo, São Francisco de Assis do Piauí. A estratégia de concentrar esforços na região norte do Piauí, onde é mais conhecido e onde estão os maiores colégios eleitorais parece estar sendo revista nesta reta final de campanha.

elmano ferrer capacete segurança do trabalhoA pessoa e o personagem

O caso do ex-prefeito Elmano Férrer (PTB) e seu apelido carinhoso “´véin trabalhador” caminha rumo a se tornar uma dos cases de marketing político baseado no marketing espontâneo mais bem sucedidos da política do Piauí. Ocorre que depois de ganhar o apelido da população de Teresina foi com esse mote que Elmano também entrou no interior do Estado e não se distingue mais a pessoa do personagem, o candidato ao Senado, inclusive adotou o capacete de segurança do trabalho para todas as suas os encontros no interior.

Previsões

A julgar pela avaliação da coligação “A vitória com a força do Povo” , encabeçada pelo senador Wellington Dias (PT) não só a apreensão dos R$ 180 mil  no carro do seu motorista, como também a tragédia da barragem de Algodões não farão estragos no seu desempenho eleitoral. É que Wellington Dias espera ter votação expressiva na cidade de Cocal. Vale lembrar que a tragédia de Algodões deixou um saldo de nove vítimas fatais quase 300 famílias afetadas com prejuízos materiais, somente em Cocal. A tragédia foi ainda um dos temas mais recorrentes na campanha de desconstrução da candidatura de Wellington Dias.

Explicações

Por outro lado, o senador Wellington Dias (PT) disse hoje (29), em entrevista ao portal G1 Piauí que não acha que houve demora nas explicações dadas por José Martinho, seu motorista, que foi interceptado pela Polícia Rodoviária transportando R$180 mil. Segundo Wellington Dias José Martinho disse desde o primeiro momento que o dinheiro era dele e que precisava de tempo para comprovar a origem do dinheiro.  Wellington questionou quem irá pagar depois de tudo comprovado o dano que foi feito a sua imagem. “Isso tudo foi utilizado e utilizado de má fé”, afirmou Wellington Dias.

José Martinho continua

Wellington Dias disse ainda que José Martinho não vai perder seu emprego e vai continuar como seu motorista. O senador aproveitou o momento da entrevista para falar de denúncias sobre licitações do Governo do Estado que foram alvo de ações do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas do Estado. Dias disse que não tem motivos para demitir o motorista e que os fatos ocorreram enquanto ele estava fora do trabalho.

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