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Os números eram desfavoráveis. São 45 deputadas contra 468 homens. E o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a emenda da bancada feminina que garantia as cotas de representação. A pauta não só defendia interesse delas como interesses de mais da metade do eleitorado, já que é esse o número de eleitoras. Uma prova de que mulher não vota em mulher, e as causas para isso são inúmeras, vão desde mesmo as poucas opções em um universo dominado por homens a descrença feminina em outra mulher.

A emenda estabelecia a criação de cota de até 15 % para mulheres nas próximas três legislaturas, mas caiu. E era o esperado já que aprovar a proposta significava reduzir o espaço de quem a analisava, os parlamentares. A ideia era modificar uma realidade difícil com a imposição das contas. Hoje, mesmo com mais da metade do eleitorado, as mulheres só tem 10% de representação.

O texto previa uma espécie de reserva de vagas para as mulheres nas próximas três legislaturas. Na primeira delas, de 10% do total de cadeiras na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas estaduais, nas câmaras de vereadores e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na segunda legislatura, o percentual subiria para 12% e, na terceira para 15%.  As regras já entrariam em vigor a partir das eleições municipais do ano que vem.

No ranking feito pela ONU Mulheres, sobre a participação feminina na política em 188 nações, o Brasil ocupa a posição 158. A votação da Câmara só comprovou uma realidade que todas já sabemos, o universo da política é machista desde 1932, quando as mulheres conseguiram o direito ao voto e não vai mudar tão cedo.

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