Usada por alguns há mais de uma década, mas ignorada pelas autoridades públicas, especialmente Anvisa e Ministério da Saúde, a pesquisa sobre a fosfoetanolamina – conhecida como pílula contra o câncer – agora receberá apoio do Ministério.
Depois que mais de mil pacientes conseguiram liminares na Justiça para terem acesso ao remédio – que ainda não foi testado regularmente em humanos – junto a Usp (onde vem sendo feita a pesquisa) , o ministro da Saúde, Marcelo Castro, decidiu criar um grupo de trabalho no Ministério para apoiar a pesquisa.
Ponto para o ministro que teve a coragem de enfrentar dois grandes desafios o de abrir os olhos para algo que o Ministério da Saúde até bem pouco tempo ignorava, os pesquisadores não tinham até então apoio formal. O outro de poder estar comprando briga com a indústria farmacêutica internacional e seus interesses.
Isso já aconteceu antes no Brasil, foi o com ex-ministro José Serra, que também enfrentou o lobby da indústria, e criou uma política pública de saúde para a convivência com o vírus HIV, colocando o Brasil entre os países modelo na assistência de pessoas com o vírus.
E na pior das hipóteses terá feito a parte do Ministério da Saúde que não poderá ser acusado de não atuar na questão, polêmica e que envolve milhares de vidas, muitas que já tomam o remédio e que comprovadamente conseguiram sobrevida, apesar de todos os diagnósticos.
A decisão do Ministério da Saúde foi publicada hoje (30) no Diário Oficial da União

