
Deve ser apreciado hoje (8), pelo plenário do Senado, o projeto que possibilita a troca da prisão preventiva pela prisão domiciliar para gestantes e mães de crianças recém-nascidas ou de pessoas com deficiência. Hoje essa possibilidade é uma alternativa que fica a critério do juiz que determinou a prisão, mas se o projeto for aprovado passará a norma. A senadora Simone Tebet (PMDB-MS), autora do projeto (PLS 64/2018), argumenta que a separação da mãe é prejudicial para as crianças e a presença dos filhos na prisão é inviável.
Atualmente, o entendimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que se a criança é obrigada a ficar na prisão para ser cuidada pela mãe, ela também está cumprindo uma pena. Além disso, considera-se que as penitenciárias não oferecem exames do pré-natal, assistência pós-parto e condições necessárias para o desenvolvimento da criança.