wellington dias reunião alepi

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O terceiro mandato de Wellington Dias tem tudo para ser, totalmente, diferente. A começar pela quase inexistência de uma oposição combativa como a que lhe impôs maus momentos lá em 2003, portanto há 10 anos, quando estreou no Palácio de Karnak.

E a façanha maior é que, mesmo com aliados em menor número e o resultado das urnas ter implicado somente na eleição de 1/3 na Assembleia Legislativa, Dias já tem na ponta do lápis votos suficientes para aprovar as mudanças cruciais que são necessárias para enxugamento da máquina e sanidade das finanças estaduais. A previsão é de que haja uma reforma administrativa ampla com a fusão de pastas e extinção de outras.

Essa habilidade de Wellington Dias para reverter o cenário político a seu favor não é novidade. Afinal de contas, se no primeiro mandato enfrentou dificuldades, no segundo voou em céu de brigadeiro.

Deixemos os aspectos éticos para lá, seja qual for o plano na órbita, até porque não é só ele que está em jogo, em negociação, para tratar do aspecto administrativo. E uma primeira comparação com o que se desenha no plano federal, com a presidente Dilma Rousseff, se faz necessária. O clima não é dos melhores e a oposição tem colocado governistas em situação delicada, constrangedora em alguns momentos. Em contrapartida, com algumas concessões foram feitas. O jogo político está colocado, implantado em Brasília, às claras ou parcialmente nublado.

E no Piauí? Quem vai levantar a oposição? Uma andorinha só não faz verão. E o deputado estadual Robert Rios pode até continuar batendo, mas se não encontrar eco, for ignorado, sua atuação poderá perder efeito. E tal postura não é saudável. Mas há quem chame de outro nome e, como diria Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

Tudo como antes

Quando se fala em possível reforma administrativa, vale lembrar que o senador Wellington Dias já promoveu algumas reformas em suas passagens pelo Palácio de Karnak.

A Secretaria de Transportes, por exemplo, foi criada por ele e exerce as mesmas e outras mais funções do DER. Esta deve abrigar o órgão pelo que se desenha para a próxima gestão.

Outras secretarias foram transformadas em coordenadorias. O mais provável é que a mexida seja grande e a reestruturação faça uma redução do número de coordenadorias que passarão a ser abrigadas em secretarias maiores.

Apertem o cinto

O governador eleito Wellington Dias já mandou um recado. Não deve aumentar o seu salário para não ampliar a margem do teto salarial imposto aos demais servidores do Estado.

Tá liberado

Se depender do Tribunal de Contas do Estado, o governador ZéFilho pode conceder reajustes nos vencimentos das categorias já acordadas e projetos votados ou para serem votados na Assembleia Legislativa. Não incorrerá no risco de sofrer qualquer retaliação legal em função da decisão, caso seja tomada.

Quem disse, com todas as letras, foi o auditor Jailson Câmpelo, Conselheiro do Tribunal em exercício e postulante mor da Casa para suceder o Conselheiro Anfrísio Lobão, aposentado há quase dois meses.

No seu lugar

Jailson Câmpelo, aliás, está em campanha e faz as vezes da Casa, reafirmando que não há problemas entre os Poderes e que a escolha legítima é da Assembleia Legislativa. Isso é fato e não há contra argumento. Segundo ele, e deve ser aguardada tão somente a chegada da vacância do cargo na Assembleia.

O “x” da questão é o embromation para levar a escolha para 2015 e, consequentemente, a nomeação seja homologada pelo próximo governador, Wellington Dias.

Bobeira das boas

Não há o que se falar em hierarquia quando se fala na nomeação de cargos comissionados. Até porque os mesmos são de livre escolha de quem pode e está no Poder.

Reações à suposta indicação de Fábio Abreu ao posto de Secretário de Segurança porque é capitão da Polícia Militar e irá para a reserva com uma patente menor do que os Coronéis de plantão…sinceramente, procurem os méritos. Alôo, estamos chegando em 2015.

Que os ditos coronéis ou superiores se mostrem capazes para exercer a função. Ou se candidatem para entrar pelo critério político com alguma vantagem de entender do assunto.

Ademais não custa lembrar, manda quem pode e obedece quem tem juízo.

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