O governador Zé Filho assinou resolução determinando medidas de contenção de despesas no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual. São determinações do governador para contenção de despesas e para que os os órgãos reduzam os gastos com telefonia, aluguel de veículos, combustível, serviços de terceirização, diárias e passagens aéreas.
Com a oficialização da crise financeira do Estado, quem deve estar entre o riso e o pranto é o governador eleito Wellington Dias (PT). O senador passou a campanha inteira batendo na tecla dos gastos e da possibilidade de atraso de folha de pagamento do servidor.
Por conta disso o senador foi acusado de estar semeando o desespero entre a população e principalmente os servidores do Estado. E, então, agora, o Governo assume, através de resolução publicada no Diário Oficial, que está em crise e que precisa urgentemente cortar gastos.
Dias vê suas afirmações confirmadas e vê também a possibilidade de pegar um Estado em franco arrocho e ficar sem poder fazer muita coisa do que prometeu, ao menos uma boa desculpa o governador eleito já tem.
O Governo alega, no entanto, que a adoção de medidas de contenção despesas é alvo da preocupação do governo do Estado desde julho deste ano.
Uma das principais determinações da resolução nº 02/14, publicada agora em outubro, é que os órgãos e entidades estaduais deverão promover a avaliação e renegociação de seus gastos com outras despesas correntes e com investimentos, a fim de reduzirem os gastos com telefonia, aluguel de veículos, combustível, serviços de terceirização, diárias, passagens aéreas, com exceção dos serviços públicos essenciais das áreas da saúde, segurança e educação.E, mesmo assim, estas despesas devem ser condicionadas à disponibilidade orçamentária e financeira.
Tem outra coisa: o governador Zé Filho já disse publicamente que entregará um Estado melhor do que recebeu. O arrocho tem tudo para ir ao encontro do propósito anunciado.
