Não se perde uma eleição por um único fator, mas por vários. O governador Zé Filho colecionou vários fatores negativos no decorrer de sua campanha que culminaram na derrota de perder para o senador Wellington Dias, com o dobro de votos, 66% a 33%.
O primeiro dele foi a própria construção de sua candidatura. Zé Filho não era candidato e passou a ser em meio a um clima de insegurança na viabilidade de seu nome, sucessivas crises políticas dentro do próprio PMDB e dos aliados comprovaram isso antes mesmo do seu nome ser confirmado.
Depois de confirmada a candidatura, além de fazer campanha, Zé Filho teve que seguir até o final reforçando a sua viabilidade dentro do próprio partido, prova disso foram às vezes em que o apoio dos líderes do próprio PMDB e aliados foi colocado a prova; nomes como Marcelo Castro, Kleber Eulálio e Avelino Neiva.
Outro erro foi abandonar a candidatura nacional do PMDB, ou seja, abandonar a candidatura da presidenta Dilma e declarar apoio ao tucano Aécio Neves. Ao fazer isso o governador Zé Filho decidiu pagar um preço altíssimo, pois decidiu apoiar um nome com o qual o eleitorado do Piauí não tem a menor afinidade e se posicionar contrário a Dilma foi o mesmo que se posicionar contra o eleitorado piauiense, que se identifica com o PT e com o legado da era Lula/Dilma. Prova disso foi o resultado da votação da presidenta no Estado, 70% dos votos válidos.
Quer queira ou não, embora não seja por conta de grande obras, e sim pelo ganho social, na memória do eleitorado piauiense a melhoria da qualidade de vida tem a ver única e exclusivamente com a gestão do ex-presidente Lula e sua sucessora.
