Se conselho fosse bom, ninguém dava. Vendia. O ditado é antigo, mas pouco se aproveita em via de regra. Na última semana, com a aposentadoria de Anfrísio Lobão Castelo Branco da função de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, uma nova leva de conselhos foi jogada para a plateia.
Médico, psiquiatra, bom entendedor da cabeça de gente e de gente política, Anfrísio arriscou um conselho ao vento. Disse que seria bom que o Tribunal de Contas passasse a contar com um técnico no seu lugar.
Vamos deixar as interpretações de lado e chegar aos fatos. Anfrísio, como bom médico, pouco podia se ter ideia de sua afinidade e desenvoltura elogiada com as contas públicas. Chegou ao TCE pelo mérito político, por indicação da Assembleia Legislativa e nomeação do ex-governador Guilherme Melo.
Outros políticos também estão na mesma condição de Anfrísio Lobão e, incrivelmente, se voltam contra a Assembleia nestes novos tempos. Sinceramente, não sei se todos. Mas, o movimento é gritante nas rodas políticas.
Só lembrando que ainda estão, por indicação da Assembleia Legislativa, os ex-deputados Luciano Nunes, Kennedy Barros, Olavo Rebêlo e Lilian Martins.
