A assinatura de uma carta compromisso, cobrada pelo PSB á Marina Silva é o mínimo que o partido pode fazer e demonstra que o mesmo está crente nas chances reais da ex-ministra . Vejamos, Marina pediu abrigo provisório ao PSB e pretende dar continuidade a criação do seu partido, a Rede.
Sedo assim, na pior das hipóteses, ela pegará o fôlego que a sua participação na disputa deste ano lhe dará para dar continuidade ao seu projeto. E como fica o PS? Nada mais natural que as lideranças do partido queiram garantir que dado a Marina sua estrutura partidária ela lhes devolva com apoio na eleição de seus quadros.
E na melhor das hipóteses, com Marina sedo eleita e mesmo assim deixando o PSB é preciso garantir que os compromissos firmados com os segmentos que apoiam o partido sejam cumpridos e que o projeto de Marina não interrompa o projeto socialista. O medo é perfeitamente compreensível, o jogo mudou. O partido confiava totalmente em Eduardo, acolheu mas nunca confiou totalmente em Marina.
