A primeira grande polêmica na qual se vê envolvido o futuro governador do Piauí, senador Wellington Dias (PT), tem início bem lá entre 2003 e 2004, ainda nos seu primeiro mandato. Explico.
Foi Wellington Dias quem inaugurou a medida dos governadores do Piauí em não aumentar mais os próprios salários.
E foi também Wellington Dias quem concedeu aos auditores fiscais as gratificações para incentivo de produtividade que agora tornam os salários maiores que o de governador e por isso mesmo infringem decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ocorre que como medida cautelar para não aumentar despesas, o governador eleito não quer que a PEC dos Auditores seja aprovada. Ela equipara os salários ao de desembargador, tem reflexo para os aposentados e ainda geraria efeito cascata com outras categorias exigindo o mesmo tratamento.
ARGUMENTAÇÕES – Em defesa do seu pleito, as fazendários alegam o temor de que tenham de devolver as gratificações aos cofres públicos como determina o Supremo. Como paliativa o futuro governador propôs reajuste do seu salário, colocando assim os salários dos auditores (somados a suas gratificações) em um patamar inferior como determina o STF. Em seu terceiro governo, que ainda nem começou, o petista está sendo vítima de uma medida populista (congelamento do salário de governador) e de uma medida administrativa de resultados (o incentivo para aumento de arrecadação no Estado, que funcionou muito bem).
